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Saúde & Beleza

De vilão a mocinho, ovo pode ajudar no emagrecimento e não afeta o colesterol

27 de abril, 2016

ovo amigo da dieta

Antes visto com desdém pelos que queriam emagrecer, pelo medo do colesterol, o ovo passou para o “outro lado da força” e já é considerado um aliado na batalha pela perda de peso. Além de conter proteínas de alto valor biológico, que dão saciedade e diminuem a fome, o ovo tem substâncias, como a albumina, que auxiliam no ganho de massa magra e de hipertrofia muscular.

— Os estudos avançaram, mostrando que o ovo é super saudável e nutritivo — diz a nutricionista clínica Fernanda Faustino Ribeiro, que aconselha até duas unidades por dia: — Não que faça mal comer mais, mas é bom usar o bom senso, até para não enjoar.

A virada no jogo é atestada por especialistas e pesquisas, como o estudo feito pelo Departamento de Obesidade do Centro de Pesquisa Biomédica da Universidade de Pennington, em Louisiana, nos Estados Unidos. Segundo ele, pessoas que comeram dois ovos no café da manhã emagreceram 65% mais do que as que preferiram pães, com redução de cintura 34% maior e de gordura, 16%.

— Por conta das substâncias que promovem saciedade, o ovo ajuda as pessoas a controlarem a fome e se alimentarem nas horas certas — explica Sandra Wages, nutricionista da Granja Mantiqueira.

Sobre o colesterol, especialistas concordam: o ovo é inocente. E, pode, inclusive, ser “antídoto” ao colesterol ruim.

— A lecitina é uma substância que dificulta a absorção do colesterol ruim no intestino — explica Fernanda.

O mito foi criado por um erro de interpretação nas pesquisas, diz o endocrinologista Francisco Tostes, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia:

— O problema é extrapolar na gordura saturada, presente em vários alimentos, como o ovo. Mas, de forma equilibrada, até alguém com colesterol alto pode comer ovo todo dia.

Gema, a parte mais valiosa para a saúde

Outro mito sobre o ovo pode cair por terra: o de que a gema deve ser jogada fora.

— A clara é muito baixa em calorias. Por isso, este costume. Mas a parte mais nutritiva do ovo é a gema, nela estão 40% de proteínas, antioxidantes e a maioria das vitaminas e minerais — explica a nutricionista Sandra Wages.

Já as contraindicações para o ovo valem para os que têm alergia ao alimento:

— Os causadores de alergia mais comuns estão na clara do ovo. Mas, para quem não é alérgico, o ovo deve ser incluído até na alimentação das crianças. Pesquisas já associaram o alimento à prevenção de doenças ligadas ao sistema nervoso, cardiovascular e aos ossos — aconselha Sandra.

Para Francisco, não há limite pré-determinado para o consumo de ovos:

— Depende do sexo, do peso, das atividades físicas que o paciente faz. A quantidade de ovos, e de qualquer outro alimento na dieta, vai ser diferente para uma mulher de 50Kg, sedentária, e para um homem, de 90Kg, que pratique esportes diariamente.

Jornal Extra

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