Clubes pressionam CBV e querem o jogador Tiffany fora da Superliga

O Jogador de vôlei Rodrigo de Abreu, que hoje se denomina Tiffany Abreu após fazer cirurgia para retirada do órgão masculino e assumir aparência feminina, está jogando no time de vôlei feminino de Bauru-SP.

O movimento nas redes sociais e internamente contra a presença de Rodrigo cresceu nos últimos dias, pois desde que entrou nas disputas e tornou o melhor pontuador em quadra, mostrando a força desigual com as jogadoras. Elas protestam contra a sua presença, mesmo com aparência feminina, alegando não ter como competir com a força de um homem.

Oficialmente, até por conta dos respectivos patrocinadores, os clubes dificilmente irão se manifestar publicamente. Mas não é o que tem acontecido fora de quadra.

Apenas o Sesi se mostrou indiferente.

A CBV, segundo consta, já tem conhecimento da insatisfação da maioria. Os clubes cobram e pedem uma posição mais radical da CBV. A esperança é pequena que alguma coisa seja alterada para a atual edição.

O problema é para a próxima temporada. Se nada mudar na decisão futura do COI sobre o caso e Tifanny continuar tendo condições de jogo, a CBV terá que se virar para resolver a questão.

PROBLEMAS SEMELHANTES NA ITÁLIA

Batizada como Rodrigo, Tifanny Abreu mudou de sexo em 2014, mas continuou jogando por clubes masculinos até o início de 2017, quando passou a jogar entre as mulheres. Sua presença na segunda divisão do vôlei feminino na Itália deu o que falar e quase virar caso de Justiça.

Na Itália, quando foi criticada por diversos devido a possibilidade de seu desempenho ser influenciado pelo fato de ter nascido homem, ela rebateu. “Não se joga bem vôlei só porque se é uma trans. Conta sobretudo o talento, é preciso saber jogar. Minha essência é de mulher: eu mudei para mim, e o vôlei é meu trabalho”, disse Tifanny Abreu.

 

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