Brigitt Bardot, simbolo sexual da década de 60, diz que atrizes de Hollywood são hipócritas

Após um grupo de francesas encabeçadas pela atriz Catherine Deneuve escrever um texto rechaçando os recentes movimentos de mulheres denunciando assédio sexual em Hollywood, foi a vez de Brigitte Bardot partir para o ataque. A lenda do cinema criticou o #MeToo, que vem denunciando uma série de abusos sexuais na indústria cinematográfica.

Em entrevista à revista “Paris Match”, Bardot disse que a “grande maioria” das atrizes que vem denunciando casos de assédio estão sendo “hipócritas e ridículas”.

— Muitas atrizes tentam seduzir produtores para conseguir um papel. Depois, quando vão falar sobre o caso, dizem que foram assediadas — disse a atriz à “Paris Match”.

Símbolo sexual dos anos 1950 e 1960, Bardot afirma que nunca sofreu assédio. A francesa de 83 anos diz que sempre achou “charmoso” quando um homem a chamava de linda ou dizia que ela tinha “uma bundinha linda”.

Esta não é a primeira vez que Bardot fez comentários controversos. Ela já criticou a imigração e o islamismo na França, o que lhe rendeu cinco multas por incitar ódio racial. A artista apoiou ainda a Frente Nacional, partido político da extrema-direita francesa.

Brigitte Bardot deixou o mundo do cinema em 1973 para se dedicar ao ativismo pelos direitos dos animais.

DEFESA DO DIREITO DO HOMEM ‘IMPORTUNAR’

Na semana passada, escritoras, jornalistas e atrizes francesas, entre elas Catherine Deneuve, publicaram um artigo no “Le Monde” rechaçando o “puritanismo” que, segundo elas, se instalou após as acusações contra Weinstein.

Embora considerem “legítima” a tomada de consciência sobre a violência sexual, sobretudo no ambiente profissional, o grupo avalia que o movimento obriga a se posicionar de certa forma e taxa de “traidores e cúmplices” quem se nega a seguir as diretrizes.

“O estupro é um crime. Mas a paquera insistente ou desajeitada não é delito, nem é o galanteio uma agressão machista.”, escreveu o coletivo de francesas que defendeu ainda a liberdade dos homens “de importunar” as mulheres.

O Globo

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