Juliana Paes critica os excessos do feminismo


Juliana Paes deu entrevista para a revista VEJA falando sobre o ofício de atriz, a luta da mulher bonita para ser reconhecida e o feminismo.

Eu adorei a opinião da atriz, principalmente sobre feminismo, pois não me considero feminista e tenho a mesma visão dela sobre o assunto.

Juliana conta que o poder conquistado pelas mulheres de bandidos convertidas em primeiras-damas do crime – caso de Bibi, sua personagem em A Força do Querer, novela das 9 da Globo – não tem nada a ver com o empoderamento tão propalado pelas feministas.

Juliana também tece críticas ao que considera excessos do feminismo.

Existe uma linha do feminismo com a qual eu não concordo muito. Acho errado esse desejo de igualdade com os homens a todo custo. Somos tão competentes e valiosas quanto eles, mas não iguais. A mulher precisa de mais tempo para se recuperar de uma gravidez, e há outras questões que permeiam nosso universo. A sensibilidade, o lúdico, o caminho da ponderação, o afeto nas relações de trabalho — tudo que faz parte do universo feminino e matriarcal deve ser respeitado”, declara.

Juliana Paes de vestido Balmain no lançamento da novela “A Força do Querer”

Juliana acredita que a mulher é capaz de encarar papéis de chefia em lugares masculinos, mas que se deve “valorizar mais sua sensibilidade para lidar com tanta testosterona”.

Para a atriz, o afeto feminino pode ser um “antídoto para lidar com a frieza do mundo do business.” Juliana afirma, ainda, que as feministas se equivocam ao não respeitar essas características das mulheres. “Não quero queimar sutiãs. Gosto de sutiãs! Não quero quebrar saltos de sapato em busca de liberdade. Gosto de me enfeitar, e nós, mulheres, não fazemos isso para o macho. Fazemos porque dá prazer cuidar de si e cuidar do outro. Sou uma feminista de saia, sutiã, salto alto e batom vermelho.”

OPINIÃO

É claro que depois dessas declarações, feministas esbravejaram nas redes sociais com críticas e ofensas pessoais à atriz, sem respeitar sua opinião. Já as mulheres como eu, aplaudiram a coragem de Juliana de ir contra uma opinião imposta pela mídia, de bandeira feminista, a todas as mulheres.

Considero o pior excesso do feminismo moderno é o de achar que as mulheres que não concordam com a ideologia política do movimento – que na maioria do tempo pinta os homens quase que como inimigos machistas que só querem nos usar sexualmente –  são tão machistas quanto os homens e dominadas por opiniões patriarcais e arcaicas.

Esse, provavelmente, tem sido um dos grandes motivos que tem levado o movimento a perder força, pois a maioria esmagadora das mulheres que não concordam são mães, têm filhos, maridos, pais, irmão e são estes mesmos quem as protegem.

Historicamente, o feminismo original era bem diferente disso que vemos hoje. Homens sempre deram a vida por mulheres e crianças em guerras, trabalham arduamente para sustentar suas famílias em serviços braçais e pesados, nos quais nós mulheres não teríamos condições físicas e até psicológicas de enfrentar. Isso não nos torna inferiores, é apenas o fato de nossos limites físicos serem respeitados.

Assim como existem trabalhos que homens não tem habilidade para fazer, não por serem incompetentes, mas por ser algo que só mulheres tem sensibilidade para executar.

Em resumo… Os sexos se precisam. Essa é a ordem biológica da natureza e idealizada pelo Criador. Um não existe sem o outro. Mulheres ganharam direitos ao longo da história porque homens que governavam nações nos outorgaram estes direitos, por causa de mulheres brilhantes, que faziam diferença em sua sociedade e que nunca sequer levantaram bandeira feminista, ou por não conhecer o movimento ou por não existir na época.

Fazer a diferença, independente de sexo, cor e raça, é o que move e muda o mundo. Viva aos homens! Viva as mulheres!

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